C. S. Lewis, considerado um dos maiores expoentes do cristianismo do século 21, influenciou nossa percepção e entendimento da fé cristã com maestria. Passados 50 anos da sua morte, os argumentos de Lewis continuam extraordinariamente persuasivos. Isso porque todo seu pensamento veio de uma vida cris
Ser Cristão
✍ Scribed by Hans Küng
- Publisher
- Imago Editora
- Year
- 1976
- Tongue
- Portuguese
- Leaves
- 287
- Edition
- 1
- Category
- Library
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✦ Synopsis
Este livro foi escrito para os que, por qualquer razão, desejem informar-se honesta e sinceramente sobre o sentido exato do cristianismo, do que vem a ser cristão.
Também foi escrito:
- Para os que não crêem, e no entanto indagam seriamente.
- Para os que já tiveram fé, mas não se sentem satisfeitos com sua descrença.
- Para os que crêem, mas se sentem inseguros na fé.
- Para os que oscilam, indecisos, entre fé e descrença.
- Para os céticos- frente às suas convicções religiosas e dúvidas na fé.
Portanto, foi escrito para cristãos e ateus, gnósticos e agnósticos, pietistas e positivistas, católicos fervorosos e tíbios, protestantes e ortodoxos.
Acaso não existem, mesmo fora das igrejas, inúmeros homens que, no fluir da vida, nas questões fundamentais, não e designam, nem satisfazem com vagos sentimentos, com preconceitos subjetivos e probabilidades aparentes?
E, hoje em dia, não há, em todas as igrejas, muita gente:
- Que não se resigna a confinar-se nos limites de uma fé infantil.
- Que espera não só a repetição de versículos da Bíblia ou algum novo catecismo confessional.
- Que não encontra mais o apoio último na Escritura (protestantes), na Tradição ( ortodoxos) ou no magistério (católicos) ?
Sem duvida, pessoas:
- Que, apesar de tudo, não pretendem um cristianismo barato, nem pensam em substituir o tradicionalismo eclesiástico com recursos de uma arte cosmética e conformista de adaptação.
- Que, ao · contrário, sem se impressionarem com coações doutrinais da Igreja para a direita, nem com alguma arbitrariedade ideológica para a esquerda, buscam o caminho da verdade total do cristianismo e do ser cristão.
Mas não é nossa intenção oferecer uma nova adaptação de algum credo tradicional, nem uma síntese dogmática com respostas prontas para todas as questões debatidas, velhas ou novas; aliás, também não se pretende fazer propaganda de algum cristianismo novo. Feliz quem for capaz de tornar ao homem moderno ainda mais compreensíveis do que o autor os tradicionais artigos da fé. Nada é desprezível que possa esclarecer mais ainda. Neste sentido todas as portas estão abertas para a verdade maior.
O que pretendemos é uma introdução objetiva e atual, sem a preocupação de converter e livre de lirica teológica, sem os requintes da escolástica e o jargão da teologia moderna: tentativa empreendida por quem está convencido da causa do cristianismo. Uma introdução:
- Ao ser-cristão: não só à doutrina cristã, mas ao ser, agir, proceder cristão.
- Só introdução: porquanto ser ou não ser cristão depende exclusivamente de cada pessoa.
- Uma introdução: não se excomunga nenhuma outra introdução, ainda que de orientação diversa; mas, em contrapartida, espera-se um pouco de tolerância.
Então o que pretende este livro que, de fato, se tornou algo assim como uma Summa da fé cristã?
Pretende ir em busca do permanente, em meio a uma transformação, que está . marcando época, na doutrina, na moral e na disciplina eclesiásticas: a saber, apontar o que é diferente nas várias religiões universais e nos humanismos modernos e, ao mesmo tempo, o que é comum às igrejas cristãs separadas. O leitor tem direito a que S!! lhe ofereça, com vistas à praxe cristã, o essencial, o distintivo do programa cristão, exato e ao mesmo tempo atual, de acordo com o mais recente estado das pesquisas, mas também compreensível:
- Qual o sentido original desse programa, ainda livre da poeira e do entulho de dois milênios.
- Qual o sentido hodierno do mesmo programa, novamente posto em foco, que pode ele dizer a cada um com vistas a uma vida bem realizada e com pleno sentido: nenhum ·outro Evangelho, a não ser o mesmo de sempre, redescoberto para o homem de hoje.
O autor escreveu estas páginas não por se julgar bom cristão, mas porque vê no ser-cristão uma causa sobremodo boa. Em si, deveria ele trabalhar até à morte numa obra de tal porte. E mesmo assim não chegaria a concluí-la cabalmente. Mas se estas páginas tiverem de reivindicar para si uma função orientadora na difícil conjuntura atual da Igreja e da sociedade - fazendo como que uma ponte para o livro sobre a infalibilidade forçosamente devem aparecer agora, e não daqui a três ou trinta anos.
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