Galardoado recentemente com o Prémio Correntes d’ Escritas/Casino da Póvoa 2014, pelo romance Uma Mentira Mil Vezes Repetida, M.J. Marmelo lança um extraordinário romance em que temas fundamentais do nosso tempo são tratados com a mais apurada mestria literária. Depois de acordar ao lado do cadáver
O tempo morto é um bom lugar
✍ Scribed by Manuel Jorge Marmelo
- Publisher
- Quetzal Editores
- Year
- 2015
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 158 KB
- Category
- Fiction
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✦ Synopsis
Galardoado recentemente com o Prémio Correntes d’ Escritas/Casino da Póvoa 2014, pelo romance Uma Mentira Mil Vezes Repetida, M.J. Marmelo lança um extraordinário romance em que temas fundamentais do nosso tempo são tratados com a mais apurada mestria literária.
Depois de acordar ao lado do cadáver de Soraya - a mestiça belíssima, estrela televisiva, com quem mantinha uma relação íntima a pretexto de lhe escrever a autobiografia -, o jornalista desempregado Herculano Vermelho entrega-se à polícia e é preso. Não tem memória de nada, nem de que possa ter sido ele a matar a jovem mulher, mas a prisão parece-lhe ser o lugar ideal, o espaço de sossego e de liberdade (sem contas para pagar, sem apresentações regulares no centro de emprego, sem pressões de qualquer espécie), para passar a sua vida em revista, a relação com as mulheres, e escrever a autobiografia da rapariga morta.
Sobre o Autor:
Manuel Jorge Marmelo (Porto, 1971) é um jornalista e escritor português.
A trabalhar na imprensa desde 1989, recebeu em 1994 o prémio de jornalismo da Lufthansa e, em 1996, a menção honrosa dos Prémios Gazeta de Jornalismo do Clube de Jornalismo/ Press Club.
Estreou-se nas letras em 1996 com o livro O homem que julgou morrer de amor/O casal virtual, tendo sido convidado, nesse mesmo ano, a participar na colectânea A cidade sonhada, a par de alguns dos mais reputados escritores, poetas e artistas do Porto. O livro de contos O Silêncio de um homem só (2005) valeu-lhe o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.
Tem participado em várias publicações e antologias, entre as quais se destacam: “Porto.Ficção” (edição Asa), “Putas – Antologia do Novo Conto Português e Brasileiro” (edição Quasi), “Porto, Fragment de Vie” (da editora francesa L’Escampette), “Doze Contos com Livros Dentro” (edição Campo das Letras), “Suplemento Literário de Minas Gerais” e “Bestiário” (ambos do Brasil), “Magazine Artes” e “Imagem Passa Palavra” (edição Cooperativa Gesto). Escreveu ainda os textos dos livros “Vitória: Verso e Reverso” (edição Afrontamento) e “Mário Marques, Para Além do Instante” (edição do Centro Português de Fotografia).
Desde Julho de 2001, o seu nome consta do Dicionário de Personalidades Portuenses do Século XX, da Porto Editora, sendo o mais jovem dos nomes biografados.
No Fevreiro 2014 venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa 2014 com o romance 'Uma Mentira Mil Vezes Repetida', publicado em 2011 pela Quetzal.
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“De todo um vasto e rico material autobiográfico que Freyre deixou – que inclui notas biográficas a serem acrescentadas às várias edições de sua obra, rascunhos de autobiografia, inúmeras passagens de reminiscências esparsas em profusão em seus livros, artigos, resenhas e prefácios etc. –
O terreno de jogo estendia-se às searas indomáveis de centeio e trigo, atravessadas por labirintos e túneis vegetais, onde jogávamos às escondidas. Foi numa dessas brincadeiras que um saquinho de lã, azul-pálido, azul-bebé, me conduziu ao primeiro morto. Ao primeiro nado-morto da minha l