Com um olhar retrospectivo lançado ao ano de 1959, Pilenz conta-nos acerca do admirado e desprezado colega de turma Mahlke, na Danzig dos tempos da guerra, cuja maçã-de-adão maior do que o normal faz dele uma espécie de figura margem. Mahlke era seguido, amado, invejado pelos seus colegas do liceu p
O gato e el diablo
✍ Scribed by JOYCE, James; Medina, Félix Lozano
- Book ID
- 110530967
- Publisher
- Katarina Kartonera
- Year
- 2019
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 668 KB
- Series
- Katarina Kartonera
- Category
- Fiction
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✦ Synopsis
James Joyce contador de histórias Dirce Waltrick do Amarante (Profª. Drª. do Curso Pós-Graduação em Estudos da Tradução – PGET/UFSC) O escritor irlandês James Joyce nasceu em Dublin, capital da Irlanda, em 2 de fevereiro de 1882. Durante toda a sua vida, nutriu por seu país sentimentos contraditórios: por um lado, não entendia como os irlandeses podiam ficar tão apáticos diante dos colonizadores ingleses, reprovando, por isso, seus compatriotas; por outro lado, porém, sentia-se tão ligado à sua terra, a Dublin especialmente, que chegou a declarar que se um dia a cidade desaparecesse do mapa, ela poderia ser reconstruída a partir das páginas dos seus livros. De fato, em todos os seus romances a Irlanda e os conflitos irlandeses aparecem, o que pode ser verificado inclusive em O gato e o diabo. Nesse conto, que o escritor enviou de Villers-sur-Mer, França, para o neto Stephen J. Joyce, então com quatro anos, em uma carta, a Irlanda está presente tanto na figura do diabo, que fala com sotaque irlandês, quanto no prefeito, cujo nome é o do primeiro prefeito de Dublin depois da independência do país em 1922. Nesta nova tradução do conto, Félix Lozano Medina transporta o gato e o diabo joyciano para a América Latina, dando um sabor todo especial ao texto do mestre irlandês. Se no texto original o diabo fala francês, nesta versão latina ele fala espanhol com forte sotaque carioca. Stephen lembra que seu avô “foi um escritor célebre. Muita gente achava, então, e muitos acreditam ainda hoje, que o que ele escreveu é complicado e difícil de entender. Apesar disso, ele teve tempo de se sentar e de me contar essa história maravilhosa, numa língua muito simples, muito direta, numa linguagem fácil para uma criança de quatro anos”. Segundo Stephen, James Joyce foi um grande contador de histórias: “Nonno me contou outras histórias, sobretudo no último ano da sua vida. De manhã, eu me sentava ao lado da sua cama e ele me contava as viagens, as provações e as aventuras de Ulisses, herói da Grécia antiga; tudo isso sempre numa linguagem simples e direta para uma criança de oito anos, idade que eu tinha então. Nós nunca tivemos a menor dificuldade em nos entender”. O escritor morreu em Zurique, no dia 13 de janeiro de 1941.
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