Poeta e violeiro cantador, Patativa do Assaré se tornou um mito ainda em vida. Herdeiro de uma tradição de trovadores populares nordestinos, cujas raízes remotas podem se estender até os aedos gregos, ele criou uma legião de admiradores exaltados por todo o Brasil. Alguns, como Cláudio Portella, que
Melhores Poemas Patativa do Assaré
✍ Scribed by Patativa do Assaré; Cláudio Portella
- Publisher
- Global Editora
- Year
- 2013
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 101 KB
- Category
- Fiction
- ISBN
- 8526017934
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✦ Synopsis
Poeta e violeiro cantador, Patativa do Assaré se tornou um mito ainda em vida. Herdeiro de uma tradição de trovadores populares nordestinos, cujas raízes remotas podem se estender até os aedos gregos, ele criou uma legião de admiradores exaltados por todo o Brasil. Alguns, como Cláudio Portella, que escreve o prefácio dos Melhores Poemas, não fazem por menos: Patativa "é, ao lado de Camões, Homero e Dante, um dos maiores poetas populares do mundo".
Antonio Gonçalves da Silva nasceu em 1909, em Serra de Santana, Ceará. Ainda criança perdeu a visão do olho direito. Foi leitor apaixonado dos poetas brasileiros. Fascinado pelas leituras coletivas de folhetos de cordel e pelo duelo entre cantadores, começa a poetar aos 16 anos, quando compra também a sua primeira viola. Cantador de improviso, viaja a Belém, aos 19 anos, onde um conterrâneo lhe dá a alcunha de Patativa. Como este fosse um apelido comum, Antonio passa a se apresentar como Patativa do Assaré, cidade próxima ao seu local de nascimento.
Durante 25 anos (de 1930 a 1955), o poeta vive na Serra de Santana, trabalhando em seu roçado e compondo uma grande parte de sua obra, divulgada exclusivamente por via oral. O primeiro livro – Inspiração nordestina – sai em 1956, mas a melhor divulgação de sua obra era então pelo rádio. Com uma de suas músicas gravada por Luís Gonzaga, Patativa torna-se conhecido em todo o país, recebendo inúmeras homenagens, até a sua morte, em 2002.
Poeta popular, Patativa se preocupava com a forma poética, cuidava da métrica e da rima, mas sem perder a espontaneidade que o ligava à terra. Foi poeta do chão nordestino, sucessor do Cego Aderaldo, mas também, como observa José Ramos Tinhorão, um "desses fenômenos da cultura popular brasileira".
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