D. Pedro I
✍ Scribed by Lustosa, Isabel
- Book ID
- 107323416
- Publisher
- Companhia das Letras
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 357 KB
- Category
- Fiction
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✦ Synopsis
O ângulo escolhido por Isabel Lustosa para analisar d. Pedro I foi o do herói macunaР“Вmico - aquele sem nenhum carГЎter. De personalidade turbulenta, mal-educado e chucro, Pedro de Bragança e Bourbon tinha tudo para ser um péssimo governante. Em certo sentido o foi: dizendo-se liberal, exerceu o poder de maneira autocrГЎtica, dissolveu a Constituinte que ele mesmo convocou, humilhava os aliados e amigos, quando no Brasil se cercou de uma corja de dar medo, e admitia abertamente a corrupçГЈo. Tanto que, ao abandonar o Rio de Janeiro, jГЎ no navio que o levaria Г Europa, retrucou as queixas do marquês de ParanaguГЎ, seu ministro, de que nГЈo tinha como se sustentar, com o exemplo de outro ministro: "Por que nГЈo roubou como Barbacena? Estaria bem agora". No plano pessoal, d. Pedro I tratava as esposas (sobretudo a primeira) e amantes (cinco, contando apenas aquelas com quem teve filhos) de maneira pouco cavalheiresca. Era duro no trato e agressivo no comportamento. Mas, apesar de tantos defeitos, o primeiro imperador acabou sendo um herói Г sua maneira, como demonstra Isabel Lustosa. Era amado pelos brasileiros, tinha um real talento jornalР“Вstico (se bem que sua gramГЎtica e sintaxe fossem pouco canônicas, para dizer o mР“Вnimo) e, mais importante, estava sintonizado com os ares do tempo. Pode ter proclamado a Independência num arroubo, mas desafiou as Cortes lusitanas, liderou, na Bahia, uma guerra difР“Вcil contra a metrópole e outorgou a mais duradoura das constituiçГµes nacionais, que esteve em vigor por quase sete décadas. Foi, igualmente, um herói na Europa. Apeado do poder no Brasil, foi recebido pelos liberais do Velho Continente como um prР“Вncipe americano iluminado, ainda que um tanto exótico. Desafiando os bem-pensantes, formou um exército de mercenГЎrios e invadiu Portugal, disposto a recuperar o trono para a filha. A guerra durou três anos e foi sangrenta. D. Pedro só a venceu, derrotando um exército de 80 mil homens, porque a transformou em guerra popular.
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