A Vida Como Ela É... O Homem Fiel e Outros Contos
✍ Scribed by Rodrigues, Nelson
- Book ID
- 110517246
- Publisher
- Companhia das Letras
- Year
- 2015
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 179 KB
- Category
- Fiction
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✦ Synopsis
Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nelson Rodrigues escreveu sua coluna A vida como ela é... para o jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Seis dias por semana, chovesse ou fizesse sol. A chuva podia ser como “a do quinto ato do Rigoletto” e o sol, daqueles “de derreter catedrais”, segundo ele. Todo dia, com uma paciência chinesa e uma imaginação demoníaca, Nelson escrevia uma história diferente. E quase sempre sobre o mesmo assunto: adultério. Desse tema tão simples e tão eterno, ele extraiu quase 2 mil histórias. Elas o tornaram popularíssimo, mas consolidaram a reputação de “tarado” que os conservadores já lhe atribuíam por suas peças de teatro. Talvez por isso — ou porque A vida como ela é... saísse junto à seção de crimes de um vespertino — os contos de Nelson pareciam “fora da literatura”. O preconceito impediu que ele fosse reconhecido como um dos grandes contistas da língua. A reabilitação começa agora com este primeiro volume de A vida como ela é..., com 45 das histórias favoritas do próprio Nelson (entre as quais dez inéditas em livro, a famosa A dama do lotação e uma rara história em seis partes, Paixão de morte). E este é só o começo. Os ficcionistas que fingem se levar a sério precisam de toda uma aura de mistério para criar. Nelson dispensava esse mistério. Chegava cedinho à redação, acendia um cigarro e, na frente dos colegas, entre miríades de cafezinhos, escrevia A vida como ela é... As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria observação dos subúrbios cariocas ou das cabeludas paixões de que ele ouvira falar em criança. Mas principalmente da sua meditação sobre o casamento, o amor e o desejo. O cenário dos contos de A vida como ela é... é o Rio de Janeiro dos anos 50. Uma cidade em que casanovas de plantão e mulheres fabulosas flertavam nos ônibus e bondes; em que poucos tinham carro, mas esse era um Buick ou um Cadillac; em que os vizinhos vigiavam-se uns aos outros; e em que maridos e mulheres viviam sob o mesmo teto com as primas e os cunhados, numa latente volúpia incestuosa. Uma cidade em que, como não havia motéis, os encontros amorosos se davam em apartamentos emprestados por amigos — de onde o pecado, de tão complicado, tornava-se uma obsessão. E uma época em que a vida sexual, para se realizar, exigia o vestido de noiva, a noite de núpcias, a lua de mel. E em que o casal típico — e, de certa forma, perfeito — compunha-se do marido, da mulher e do amante. RUY CASTRO
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