«Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida. E devia-o, sobretudo, aos anónimos desbravadores, que viriam a ser os meus companheiro
A Selva
✍ Scribed by Ferreira de Castro
- Year
- 2017
- Tongue
- Portuguese
- Weight
- 183 KB
- Category
- Fiction
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✦ Synopsis
«Eu devia este livro a essa majestade verde, soberba e enigmática, que é a selva amazónica, pelo muito que nela sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu para o resto da vida. E devia-o, sobretudo, aos anónimos desbravadores, que viriam a ser os meus companheiros, meus irmãos, gente humilde que me antecedeu ou acompanhou na brenha, gente sem crónica definitiva, que extracção da borracha entregava a sua fome, a sua liberdade e a sua existência. Devia-lhes este livro, que constitui um pequeno capítulo da obra que há-de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos, em busca de pão e de justiça.
A luta de cearenses e de maranhenses nas florestas da Amazónia é uma epopeia de que não ajuíza quem, no resto do Mundo, se deixa conduzir, veloz e comodamente, num automóvel com rodas de borracha - da borracha que esses homens, humildemente heróicos, tiram selva misteriosa e implacável.»
Ferreira de Castro, Pórtico, inA Selva
A Selvaé um documento com trato estético sobre a vida dos seringueiros na floresta amazônica, presenciada pelo autor que, na condição de «exilado», foi «aprisionado» na selva para a extração do látex, durante o período de 1910 a 1914, quando o primeiro grande ciclo da borracha entrava em crise. O livro aborda a dimensão humana dos milhares de homens que se embrenharam na floresta seduzidos pela ambição, por promessas falsas de riqueza fácil, para fugir da seca no Ceará ou da miséria em alguma aldeia portuguesa.
http://www.skoob.com.br/livro/39346
ÉA Selvaa obra que mais coincidências oferece com a vida do autor, apesar dos elementos fictícios. Tal como Alberto, Ferreira de Castro também emigra para Belém, capital do Pará, recomendado a um conterrâneo, que logo se descarta da responsabilidade de o sustentar, enviando-o para o seringal Paraíso, numa das margens do rio Madeira, no alto Amazonas. Mas enquanto Ferreira de Castro emigra com apenas 12 anos, após a conclusão do ensino primário, Alberto é um jovem estudante do 4.º ano de Direito e tem 26 anos, quando se vê forçado a ir para Espanha e daí para o Brasil, para fugir perseguição de que são alvo os monárquicos, após a derrota de Monsanto.
Maria Saraiva de Jesus
Folhas, Letras & Outros Ofícios, Ano II, N.º 3 . Aveiro: Grupo Poético de Aveiro (Junho, 1998), 30-37.
http://www.ceferreiradecastro.org/sil...
A leitura deste romance, escrito em 1926, quinze anos depois de o Autor abandonar o Seringal, junto ao curso do Rio Madeira, afluente do Amazonas, é um autêntico mergulho no clima de humidade «opressiva e sufocante» daquilo que o Autor chama de «inferno verde».
Claudia Sousa Dias, 2008
http://hasempreumlivro.blogspot.pt/20...
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